A geração anterior a nossa, e alguns da nossa, foram impactados por um livro que leva o título “Em seus passos o que faria Jesus?” de Charles M. Sheldon. Em suma o livro relata a história de um pastor que desafia a sua comunidade a se perguntar “O que Jesus faria?” se estivesse naquela situação. Nada contra o livro mas as vejo alumas coisas que gostaria de compartilhar com vocês. A primeira delas é que quando leio os evangelhos não vejo um Jesus noiado com o que tem que fazer e muito menos os seus discípulos se perguntando, Viex brother e agora o que Jesus faria? Por todos os lados vejo a crentalhada azilada com esse tipo de pensamento, talvez ainda fruto do legado deixado pelo livro.
Ao olhar os evangelhos eu vejo um Jesus que busca VIVER antes de pensar no que tem que FAZER, o que ele faz é uma consequência natural do que ele vive, por isso a resposta está sempre na ponta da língua e as suas atitudes. O lance é menos FAKE e mais LIFE, é muito mais fácil produzir uma boa ação do que abrir o coração pra uma faxina e reforma geral, pra só então reproduzir não as ações de Cristo mas sim o seu carácter. Quando fazemos isso a coisa caminha por outro lado, é intencional mais não é, é falar de Deus mais não é, é quebrar o método e aplicar a vida. Evangelizamos e levamos a mensagem meio que sem querer querendo!
Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele: aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou. 1Jo 2.5-6.
http://levanteurbano.com/2011/12/foi-sem-querer-querendo/
Cauê Pascoa
Divina Intervenção
Há uma década, Rodolfo Abrantes trocou o papel de líder de uma das maiores bandas de rock do Brasil pelo Evangelho. Hoje, decreta sem olhar para trás: “O vocalista dos Raimundos morreu aos 27 anos”
E-mail Imprimir Foto: Marcos Moreira Veja a galeria completa por FILIPE ALBUQUERQUE
Leia abaixo um trecho da matéria publicada na edição 61 da Rolling Stone Brasil, outubro/2011
No último mês de maio, em um pequeno palco sob uma tenda em uma rua residencial da cidade de Araucária, Paraná, Rodolfo Abrantes era o convidado especial do aniversário da Igreja Bola de Neve local. Enquanto o Raimundos, sua ex-banda, se apresentavam para cerca de 45 mil pessoas a 30 quilômetros dali, em Curitiba, Rodolfo se postava diante de aproximadamente 200 pessoas, em uma estrutura semelhante à de uma festa junina, com lona colorida e espetinhos de carne à venda para o público. Rodolfo tocou até quando a chuva permitiu – depois, a água acabou desligando os equipamentos. Antes disso, botou para pular algumas dezenas de adolescentes sem medo da chuva, com “Minha Maior Riqueza”, do álbum Santidade ao Senhor (2006), e “Saudade de Casa”, de Enquanto É Dia (2007).
“O Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos”, decreta ele próprio, quando o encontro pela terceira vez em um mês, agora em São Paulo, sete dias após a morte de Amy Winehouse. Relembrando como o vi na outra ocasião, se apresentando em um palco simples no interior paranaense, aquela sentença faz todo sentido. Embora as roupas deste até coubessem naquele dos anos 90 – jaqueta preta de náilon, blusa de flanela xadrez, calça jeans e botas –, ali, sob frio e chuva, cantando sobre o que Deus fez em sua vida, fica evidente que o Rodolfo do Raimundos não existe mais. Então, quem é esse homem com físico de atleta, tatuagem forrando os braços e subindo pelo pescoço, guitarra pendurada quase na altura dos joelhos, que canta versos como “Só Jesus faz meu dia melhor/ Tu és o motivo de me sentir cada vez mais vivo/ Te chamo de pai, tu és tudo o que eu preciso/ Rei eterno e meu Deus vivo”?
Rodolfo Abrantes é hoje um missionário. Aos 39 anos, é membro da Igreja Bola de Neve em Balneário Camboriú (SC), onde mora. Cita trechos da Bíblia com a facilidade de um teólogo veterano. Passa os finais de semana na estrada, acompanhado por sua banda atual e, na maioria das vezes, pela esposa, Alexandra, com quem está casado há dez anos. Desde então, tem o rock como um veículo para falar de Jesus. Durante a semana, pega onda e, sempre que precisa, realiza voluntariamente os cultos das quartas-feiras na igreja local. Para sua fase “zen-cristã-surfista”, a cidade do litoral catarinense é o cenário ideal. Seu sustento vem das vendas de CDs, cachês das apresentações e contribuições voluntárias das igrejas onde toca.
Encontro Rodolfo pela segunda vez em um sábado, 2 de julho, descarregando os próprios equipamentos em uma entrada lateral da Bola de Neve, em Curitiba. Ao seu lado, estão o baixista Victor Pradella, de longos dreadlocks, o baterista Anderson Kuehne “Xexéu” (“meus melhores amigos”, ele diria mais tarde) e um cinegrafista que registrou três dias na vida do ex-Raimundos para um programa de TV. Rodolfo e a banda são os convidados do aniversário de cinco anos do motoclube da igreja, com foco em ação social e na evangelização de seus pares.
Enquanto a igreja enche lá fora, Rodolfo relaxa jogando videogame no backstage. Victor, Xexéu e um amigo de Rodolfo, vindo de Camboriú, se revezam em partidas de Pro Evolution Soccer. Quando Rodolfo assume o joystick, os amigos se preparam para rir. Xexéu alerta: “Ele costuma ficar nervoso quando joga”. Com a seleção brasileira da Copa do Mundo de 2006, o vocalista enfrenta a Argentina. “O Gilberto Silva é uma velha”, solta, enquanto vê o meio-campo argentino botar na roda o brasileiro. A Argentina faz 1 a 0 e Victor e Xexéu gargalham. Mesmo com a derrota, a tensão se vai assim que o jogo acaba – depois do show, Rodolfo retoma o game e, enfim, vence os rivais. Antes de subirem ao palco, os três se juntam para uma última oração.
No show, Rodolfo intercala as músicas com mensagens rápidas à audiência: “Que a altura da nossa alegria seja proporcional à autenticidade da nossa adoração”. Ao sentir o clima favorável, após um tempo cantando o verso “Deus, vem derramar tua vida em mim”, ele olha para Victor e diz, duas vezes: “É agora”. Ali, se desfaz da guitarra e inicia a pregação, na qual repassa a sua história e aponta para os céus.
Nascido em 20 de setembro de 1972, no Distrito Federal, Rodolfo Gonçalves Leite de Abrantes cresceu em uma cidade cuja identidade ainda estava em formação. Filho de médicos paraibanos que migraram para a capital do país a fim de concluírem os estudos, ele estava fora do padrão: não tinha pais políticos ou diplomatas. O orgulho de ser brasiliense veio com a geração roqueira local, que ele viu nascer a algumas quadras da sua casa (em frente à do amigo guitarrista Digão), em um bar chamado Gilbertinho. Dali até o Raimundos, foi um pulo.
“Tudo o que sabiam de mim era ‘Rodolfo dos Raimundos’. E aquela coisa louca… parecia que eu era aquilo. Só que eu não era aquilo, eu tinha me tornado aquilo”, ele diz. “Fiquei muito diferente do que eu estava, não do que eu era. Porque aquele dos Raimundos não era o que eu era, mas o que eu estava.” Sentado no confortável sofá do backstage, ele se esforça para se explicar. “Deus foi me transformando; ele transforma a gente de dentro para fora. Então, hoje sou diferente do que eu estava, mas não estou diferente do que eu era.” A saída de Rodolfo do posto de frontman do Raimundos se deu uns cinco meses após sua entrada para a igreja, em 2001. E a tempestade de críticas deixou-o de guarda armada em um primeiro momento. “[À época] eu não dava entrevista, eu fazia a minha defesa. Eu estava num tribunal sendo acusado de ter traído o rock”, ele lembra, emendando uma pergunta com uma resposta. “Meu, eu não posso fazer o que eu quiser da minha vida? Não, pelo jeito não.”
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“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Romanos 8:18“
A tribulação pode ser concedida PELO PRÓPRIO DEUS para aperfeiçoar e preparar a vida de seus filhos para os dias de suas vidas aqui na terra.
Paulo sabia o que ele estava falando, Paulo sofreu muito por causa do nome do SENHOR todos nós sabemos sua história, ele fala com autoridade, e nós? Podemos afirmar tais palavras?
Sentimos prazer nas tribulações ao ponto de levar vários açoites e no fim cantar e louvar a Deus? Ser jogado em uma prisão suja e fedorenta? E ainda sim ser feliz por conta de uma promessa?
Se não somos assim devemos correr o quanto antes para sermos. Deus nos promete que não nos deixará só e em todo o momento ele tem sustentado seus filhos a passar por essas provações.
Precisamos confiar na soberania de Deus, Ele criou todas as coisas e o poder está em suas mãos, ele nos ajudará nos momentos mais difíceis de nossas vidas.
Deus o supremo SENHOR tem preparado algo sublime, superior a qualquer coisa que venhamos passar. O gozo e a alegria que teremos superaram toda dor e sofrimento que venhamos passar nessa terra. Paulo tinha essa certeza que nem ao menos comparássemos com essa glória.
Irmãos confiem na santa palavra de Deus que pode nos dá a vida eterna, nos alegremos em Cristo Jesus o nosso Senhor que virá nos buscar para sua morada eterna aonde todo o refrigério nos será dado de glória em glória.
Deus o nosso pai pode mudar todo mal em bem.
Irmãos nos alegremos nas tribulações, pois elas poderão nos aproximar mais do SENHOR se passarmos com toda confiança nele mesmo.
(ibaejovens)




